(Portug) Petrobras: How to destroy a public utility

Les Schaffer schaffer at optonline.net
Mon Apr 16 16:32:25 MDT 2001


[ from Nestor, cleaned up forwarded post a tad.]

A very instructive posting. This is what happens with public
utilities, BEFORE they are given away to foreign "private" capitals,
when the domestic partners of those capitals take power. The case of
Petrobras is just one among hundreds.  Almost every Argentinean public
utility was destroyed from within, following a similar pattern, after
1955 and particularly after 1966.

------- Forwarded message follows -------
Organization:   	CBPF
To:             	listageografia at yahoogroups.com
From:           	Sergio da Costa Velho <monleone at cbpf.br>
Date sent:      	Mon, 16 Apr 2001 12:02:42 -0300
Send reply to:  	listageografia at yahoogroups.com
Subject:        	[listageografia] [Fwd: P-7: basta de impunidade!]

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Subject: P-7: basta de impunidade!
Date: Thu, 12 Apr 2001 18:54:27 -0300
From: "Presidente CREA-RJ" <presidente at crea-rj.org.br>
Organization: CREA-RJ
To: "comunica" <comunica at crea-rj.org.br>

P-7: basta de impunidade!

A sucessão de acidentes na Petrobras não pode mais ser explicada como
casuística nem como fatalidade. Também seria simplista demais procurar
um "bode expiatório" no quadro funcional. Tão freqüentes e tão graves
acidentes só encontram uma explicação: política de gestão, no mínimo,
equivocada e que contraria as regras mais elementares da engenharia e
da segurança do trabalho.  Mas até quando a sociedade vai assistir a
destruição da maior empresa do país, cujo faturamento atingiu a casa
dos R$ 10 bilhões em 2000?

O vazamento de óleo na P-7, nas primeiras horas da manhã desta
quinta-feira, no Campo de Bicudo, na Bacia de Campos, é uma gota a
mais num copo cheio d'água. A cada acidente, aumenta a insegurança
entre os trabalhadores, seus familiares e toda a sociedade. Mas os
grandes responsáveis que são os maus gestores do patrimônio público
não só continuam impunes como não vêm demonstrando vontade política
para ouvir o clamor da sociedade civil e recuar em sua política de
lesa-pátria.

Há 10 anos a Petrobras não realiza concurso público. A idade média dos
empregados atualmente é de 44 anos, o que vem tornando a Petrobras uma
empresa envelhecida. Nos últimos anos houve uma drástica redução de
investimentos em treinamento e qualificação. O grau de terceirização
chega a níveis absurdos, em áreas de operação e até entre engenheiros,
setores onde é exigido um grau de especialização e de experiência nem
sempre respeitados pelos atuais gerentes da estatal.

Estamos diante de uma administração que vem cometendo injustiças e
discriminações que beiram à covardia, para cumprir metas irreais. O
clima nas unidades da Petrobras é de terrorismo. Segundos os
sindicatos da área de petróleo, é desumano o que se exige dos
trabalhadores para cumprir determinadas metas e acenar para o mercado
índices recordes de produtividade, obtidos no menor tempo possível,
com o mínimo de utilização de mão-de-obra.  Segundo a Associação de
Engenheiros da Petrobras (Aepet), as exigências da ANP no que diz
respeito à produtividade, em relação às empresas multinacionais
instaladas na Bacia de Campos são muito menores, o que é
injustificável.

Os trabalhadores vêm lutando para não perder direitos conquistados ao
longo dos anos. Mas a administração da Petrobras usa e abusa do
fantasma do desemprego para ameaçá-los. Assim, o período de embarque
(atualmente são 14 dias por 21 de folga) pode transformar-se em regime
de 14 por 14, os salários estão achatados e a auto-estima dos
trabalhadores, cada vez menos respeitados, está em baixa.

Pode-se imaginar como fica o ânimo desses trabalhadores, expostos aos
constantes acidentes dos últimos tempos, para quais o Ministério
Público, o Ministério Público do Trabalho, a Polícia Federal têm sido
alertados. A pergunta que insistimos em fazer é até quando a sociedade
vai suportar e a impunidade vai prevalecer.

Exigimos a demissão imediata do presidente da Petrobras, Henri
Phelippe Reitchstul, responsável pela política de destruição do
patrimônio público!

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Néstor Miguel Gorojovsky
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