(Port) Commenting Petras: USA militarizes its policies towards LatinAmerica

Les Schaffer schaffer at SPAMoptonline.net
Tue May 15 16:40:27 MDT 2001


[ from Nestor ]

Interesting comments and information. Full article by Petras (in Spanish) can
be obtained at www.rebelion.org.
------- Forwarded message follows -------
To:                     <listageografia at yahoogroups.com>
From:                   Marcos Antonio Corrêa <marcoscorrea at uol.com.br>
Date sent:              Sat, 12 May 2001 19:08:42 -0300
Send reply to:          listageografia at yahoogroups.com
Subject:                [listageografia] EUA e novo plano
                        para militarizar a América Latina

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Repassando:

                                        Terça-feira, 8 de abril de 2001
                              CARTA MAIOR
              Resenha das agências alternativas de notícias

O novo plano dos EUA para militarizar a América Latina É como se um
velho filme, cujos resultados trágicos se conhecem, estivesse sendo
encenado de novo. Os Estados Unidos decidiram estimular mais uma vez a
militarização das relações políticas na América Latina.  Para fazê-lo,
estão agindo com base numa estratégia múltipla. Espalham bases
militares aéreas, navais e fluviais - mas ao mesmo tempo multiplicam
suas ligações com a elite das Forças Armadas de cada país. A pretexto
de "combater o narcotráfico", instalam sistemas de comunicação que
servem tanto aos exércitos locais quanto a si mesmos. Procuram
ampliar, em especial, o adestramento e a influência ideológica sobre
dirigentes e os jovens quadros militares. Não escondem os objetivos
políticos desta investida - muito semelhante à que provocou, no pós-II
Guerra, o surgimento de ditaduras em toda a América Latina.

Quem acaba de fazer estas denúncias, num artigo publicado no site
espanhol Rebelión (www.rebelion.org) é o sociólogo norte-americano
James Petras. Conhecido pesquisador da política exterior dos EUA, ele
se apóia, mais uma vez, em fatos concretos. Descreve a série de
iniciativas militares adotadas recentemente por Washington em relação
à América Latina. E as relaciona com um documento oficial de grande
relevância: o relatório oficial apresentado ao Senado, em 27 de março,
pelo general Peter Pace, comandante-em-chefe do Comando Sul dos
Estados Unidos - o USSouthcom.

Washington espalha bases pelo continente...  A primeira parte do plano
é a instalação de bases militares dos EUA em vários pontos da América
Latina. James Petras explica: sediado em Miami, e contando com uma
sub-sede em Porto Rico, o USSouthcom implantou, nos últimos anos,
bases que permitem operações aéreas, terrestres marítimas e em três
novos pontos do continente: Aruba-Curaçao; Manta, no Equador; e
Comalapsa, em El Salvador. As duas últimas foram resultado direto de
intervenções norte-americanas na região. Em El Salvador, lembra o
próprio general Pace, "as excelentes relações entre os EUA e El
Salvador, fortalecidas durante anos de sólido contato entre militares
de ambos exércitos, ajudaram a alcançar negociações favoráveis sobre o
acordo FOL". Petras explica: FOL é a sigla, em inglês, de Forward
Operation Locations, Instalações de Operação de Avanço. E o "sólido
contato" entre os dois exércitos inclui "a década de 1980, em que 75
mil salvadorenhos foram assassinados pelos militares".

No Equador a história é parecida, ainda que não envolva tantas
vítimas: "A intervenção política norte-americana no Equador, para
derrubar a junta popular em janeiro de 2000 e consolidar o regime de
Noboa, facilitou enormemente o esforço do USSouthcom para assegurar a
base de Manta". O relatório do próprio general Pace parece confirmar a
afirmação: "No Equador, o USSouthcom trabalhou em estreita colaboração
com o embaixador norte-americano e o governo do presidente Noboa,
proporcionando ajuda ao exército equatoriano, especialmente na gestão
da crise nacional".

Petras alerta que a investida de Washington sobre a América do Sul não
se limita a Manta. No Peru, os EUA foram ainda mais longe na
interiorização de seu poder. Instalaram, em Iquitos, uma base fluvial
capacitada para estender sua influência e capacidade de ação à maior
parte das bacias fluviais desse país e da Colômbia.

... vende armas, organiza exercícios militares no Cone Sul ...  Os
planos da Casa Branca e do USSouthcom incluem o Cone Sul. Numa região
onde os exércitos são, há anos, vítimas dos cortes de verbas públicas
provocados pelos "planos de ajuste", Washington trabalha para equipar
certos setores das forças armadas. Uma operação especial está sendo
armada para vender à Força Aérea chilena um lote de aviões F-16, de
alta tecnologia. No Brasil, o governo Fernando Henrique Cardoso
reativou o acordo de cooperação militar com os EUA e assinou protocolo
que, em troca de material bélico norte-americano obsoleto, permite
inspeção dos quartéis brasileiros. Além disso, a vigilância aérea da
Amazônia brasileira (sistema Sivan) está sendo feita com material
fornecido pela empresa norte-americana Raytheon, cuja operação não é
controlada pelas Forças Armadas brasileiras.

Além de vender armamento seletivamente, Washington age no Cone Sul
através de exercícios militares conjuntos - tanto terrestres quanto
navais - com os países da região. Em conjunto com o exército
argentino, numa afronta à Constituição platina e sem qualquer debate
com a opinião pública, realizou no ano passado a Operação Cabanas,
claramente voltada para o combate de supostos "inimigos internos". No
plano naval, a operação é complementada pelos Exercícios
Unitas. Segundo Petras, é "o maior exercício naval multinacional
dirigido pelos EUA no hemisfério ocidental, concebido para organizar a
estrutura de mando, aprofundar sua influência junto ao efetivo dos
exércitos latino-americanos e formar os oficiais em procedimentos e
táticas do exército norte-americano".

... e quer influenciar corações e mentes dos oficiais No doutrinamento
de jovens oficiais reside, aliás, um dos objetivos destacados da nova
investida do USSouthcom. Em seu relatório ao Senado, o general Pace
frisa que "a formação e treinamento militar internacional proporciona
oportunidades de formação profissional para militares e candidatos
civis selecionados cuidadosamente [os grifos são de Carta
Maior]. Estes programas são a coluna vertebral de nossa combinação
entre formação e profissionalização militar. (...) Têm um custo
modesto e investimentos valiosos, já que muitos dos alunos continuam a
carreira até chegar a ser altos quadros dirigentes em suas respectivas
instituições militares e governamentais". Petras lembra que, só no ano
passado, o comando norte-americano treinou 2.684 estudantes
latino-americanos. E avalia: "O processo de construção de um império
militar (...) começa com exercícios militares com os estados-clientes,
onde os militares promissores são selecionados e treinados. Estes
oficiais alcançam posteriormente os postos mais altos, e se convertem
em agentes valiosos para o Império, oferecendo bases militares para
que as Forças Armadas norte-americanas ocupem o espaço aéreo,
terrestre, marítimo e fluvial do país".

Um desmentido ao "fim dos Estados" e uma estratégia arriscada Petras
não se limita à denúncia: ele quer tirar conseqüências teóricas e
prever desdobramentos. Ressalta, em primeiro lugar, a insuficiência
das teorias que falam em "fim dos estados-nação", sem perceber que o
poder das corporações transnacionais tem crescido em paralelo ao dos
estados centrais, que afinal de contas asseguram os interesses das
múltis: seus lucros, seus mercados, seu acesso às fontes de
matérias-primas. "A completa ausência de qualquer referência ao
crescente papel do império militar norte-americano nos textos das
'teorias da globalização' é um exemplo do vazio e da irrelevância de
seus argumentos", fustiga o sociólogo.

Ao mesmo tempo, Petras não deixa de destacar os riscos que a
estratégia de militarização representa para os próprios interesses
norte-americanos: "É um império difícil de manejar, aberto a desafios
e 'deserções', como demonstram os levantes militares nacionalistas da
Venezuela e do Equador. Enquanto os EUA investem bilhões em armas e
enviam milhares de assessores para recrutar e doutrinar os militares
latino-americanos, os oficiais de baixa patente e os soldados estão
pressionados pelas lutas sociais massivas e pelos níveis de vida cada
vez mais deteriorados de seus países". Em última instância, frisa
Petras, "a pergunta é se todo este aparato será suficiente. Se as
crises atuais, induzidas pela pilhagem econômica, provocarem levantes
populares em grande escala, que solidez terão os militares
latino-americanos dependentes? O próprio sociólogo responde: "A lição
do Irã em 1979 é clara: um grande exército moderno, fortemente
treinado pelos Estados Unidos e seus assessores militares, pode ser
vencido"... (Antonio Martins)

Leia esta e outras matérias em www.agenciacartamaior.com.br







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